quinta-feira, julho 01, 2010

Curso "Fácil" vs Curso "Difícil"

Estes dias, conversando com um colega da faculdade de outro curso, me deparei com a seguinte realidade: de que existem cursos "fáceis" e os "difíceis".
Mas não pense você que a diferença entre estes cursos são os conteúdos, grade ou a carga horária. O que os define desta maneira (para mim) são as facilidades expostas pelos professores em sala de aula, principalmente com relação aos métodos avaliativos do conhecimento adquirido pelo aluno.
Ou seja, na minha sala, por exemplo, de 5 professores, 2 deles deram provas em dupla com consulta e fizeram vista grossa permitiram que os alunos "colassem".
Fato comprovado da minha teoria é a quantidade de alunos formados no meu curso comparados com o do meu colega. Em 2008, no meu curso (Pedagogia) formaram-se 146 alunos contra 56 do outro curso (Ciência da Computação).
Outro dado interessante, é que iniciamos este semestre com praticamente a mesma quantidade de alunos matriculados. E de 5 professores, apenas 1 tinha a obrigatoriedade de aplicar um trabalho em grupo como sistema avaliativo.
Seria esta mais uma influência neoliberal reforçando a teoria do capital humano? Que necessita de mais profissionais técnicos e desqualifica profissões como ser professor? 
Ou seria a pouca esperança destes professores quando aparecem alunos em suas salas escrevendo susesso, esperiência, emclusive, dentre outras barbáries que fariam qualquer um chorar e sabem que não conseguirão acabar com 13 anos de erros em apenas 3 anos?!?

terça-feira, junho 22, 2010

Por que odiar fazer trabalho em grupo?

Infelizmente, em qualquer momento da sua vida, vai aparecer um professor querendo que você faça trabalho em grupo. E basicamente, quem já passou por este pesadelo conhece bem a estrutura de um trabalho em grupo:
  1. Aqueles que não fazem nada;
  2. Aqueles que não sabem o que fazem;
  3. Aqueles que fazem tudo.
Eu me encaixo perfeitamente no item 3. Mas sob orientação de um professor que disse que seria uma hipocrisia da minha parte achar que poderia fazer tudo sozinha, então resolvi mudar para o item 1. :D

Péssima escolha! Pois, fazer trabalho só com mulher é a pior coisa que se pode imaginar. Porque quando você faz trabalho em grupo com alguns homens (e eles são tudo um bando de pinto duro cabeças ocas , mas que fazem o que você pede por acharem que você fará sexo com eles algum dia) e distribui as atividades, eles fazem com um sorriso de orelha à orelha. 
Mas quando são só mulheres (em sua maioria casadas, com filhos e com um emprego de atendente de telemarketing merda) é literalmente uma p... pois tudo que você fala pra fazer, elas não podem ou não querem fazer, e quando o fazem escrevem coisas do gênero:   "ola meninas encontrei esse artigo leia e de sua opiniões" (sim, este texto é real e foi escrito por uma futura pedagoga que em menos de 3 anos dará aulas para seu filho).

Outro fato que me irrita muito é que por eu dominar um assunto eu deva ensiná-lo a todas elas. Atitude esta que não me agrada porque:
  1. Eu ainda não sou paga para dar vender aulas;
  2. Eu não vou conseguir sanar dificuldades de quem estudou na progressão continuada;
  3. Eu não sou obrigada a dar nota pra ninguém passar de semestre;
  4. Se eu faço faculdade é para que EU consiga uma melhor posição no mercado de trabalho e
  5. Pouco me importa o que você não sabe! Deveria ter pensado em estudar mais ao invés de vir para uma faculdade!
Todos os itens podem ser completamente individualistas, mas eu não acho que tenho de ensinar uma pessoa de 20 anos (que está na faculdade) a ler algarismos romanos, tenho?